A Biblioteca Municipal de Vila Real está intimamente ligada, na sua origem, à extinção das ordens religiosas masculinas e à nacionalização dos seus bens, ocorrida em 30 de Maio de 1834.

Mas não se pode dizer que antes disso não houvesse em Vila Real acesso a núcleos de livros que, aliás, mais tarde constituiriam o acervo da Biblioteca. Assim, por exemplo, a livraria de José Teixeira de Melo e Castro, após a morte deste, foi doada pelo seu irmão António Teixeira de Melo e Castro aos religiosos do Convento de São Francisco, por escritura de 21 de Janeiro de 1821, destinada à ilustração dos religiosos e da população local.

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Tratava-se de um importante núcleo de 2.348 livros e folhetos. Da escritura de doação consta, entre outras cláusulas, que a livraria devia ser franqueada ao público que o desejasse. Estatui-se ainda que não podia sair da livraria qualquer obra, “privando por este modo do seu benefício os habitantes desta vila a quem pretende ele doante também beneficiar.” Em caso de contravenção ao estipulado, a administração da livraria passaria para a Câmara Municipal. De igual modo, a propriedade da livraria passaria para a Câmara Municipal, caso o convento fosse extinto ou os religiosos fossem mudados para outro convento.

 

Sítio: http://biblioteca.cm-vilareal.pt/


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